#FORATEMER
FORJAR NAS LUTAS UMA ALTERNATIVA PARA O PAÍS!
Vivemos no país uma grave crise política aberta com as jornadas de junho
de 2013, que se agrava a cada dia com o aprofundamento da recessão
econômica. Recentemente, o IBGE revelou um dado alarmante: já são 11,4
milhões de desempregados e o PIB continua recuando (0,3% no primeiro
trimestre de 2016). Isso significa que não há nada animador para os
brasileiros nos próximos dias.
O ápice da crise política neste último período foi o afastamento de Dilma da presidência e a posse de Temer. É preciso entender, a princípio, que a saída da presidente ocorreu em um cenário no qual seu governo detia ínfimo apoio popular por aplicar uma série de ajustes; enquanto que os grandes empresários do país acreditavam que para manter a “unidade nacional” (leia-se unidade no congresso para aprofundar a política de ajustes fiscais nas costas dos trabalhadores e da juventude), era necessária a saída de Dilma. Assim, vivenciamos cenas bizarras na votação do impeachment. Quem julgou por conta das ”pedaladas fiscais” foram justamente os grandes corruptos do país, sob liderança de Eduardo Cunha (que está em processo de cassação). O grande teatro, por fim, culminou com a posse de outra figura sem nenhum apoio popular, mas que setor do empresariado junto com a bancada conservadora tem esperanças para que aplique sua agenda de maldades.
Como esperado, nesses 20 dias, o governo Temer já cometeu inúmeras atrocidades contra a juventude e os trabalhadores. Se não bastasse as declarações macabras dos ministros como por exemplo o anúncio da necessidade de rever o tamanho do SUS pelo ministro da saúde, bem como a necessidade de desvincular gastos sociais como saúde e educação do governo ou o fim de subsídios à baixa renda no Minha Casa, Minha vida; dos seus ministros, pelo menos 12 receberam verbas da Lava Jato, tendo dois desses caído em 17 dias de governo em decorrência das investigações e com o vazamento de áudios. A tendência é piorar: pode vir por aí uma reforma na previdência, além da diminuição ainda maior das verbas sociais. Direitos históricos estão em jogo.
É por isso que nós do DCE UNCISAL Nise da Silveira estamos aderindo a campanha pelo Fora Temer e convidando a comunidade acadêmica para debater a necessidade de se movimentar. Muitas vezes, nos perguntamos o que isso afeta em nossa realidade. Mas vejamos: há um possível corte de verbas para UNCISAL que poderá atingir 26% do orçamento destinado a manutenção da universidade. A realidade dos hospitais da UNCISAL, que recebe verbas do SUS também já é alarmante e tende a piorar. No fim, se esse governo conseguir cumprir o que quer, todo nosso ensino pode estar comprometido, pois mesmo sendo uma instância estadual, grande parte da verba do nosso estado vem dos repasses do governo federal, acometendo-nos. A necessidade de reagir é mais que eminente.
Assim, nós estamos comprando as lutas pelo Fora Temer no estado. Um dos grandes polos de resistência, além do atos espontâneos, tem sido a ocupação do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) cujo objetivo anteriormente pela volta do Ministério da Cultura, hoje é centralmente pelo Fora Temer. O ato de mulheres contra o estupro, que deverá ocorrer neste dia 04 de junho, também levanta essa bandeira. Achamos que todas essas iniciativas são importantes e queremos participar de todas, sempre debatendo com a comunidade acadêmica. Por tanto, fazemos esse chamado.
Nossas bandeiras:
– Fora Temer, todos os corruptos e os reacionários do Congresso!
– Todo apoio às lutas: unificar as mobilizações!
– Greve geral para barrar os ajustes, as privatizações e as contrarreformas trabalhista e da previdência e os ataques ao SUS!

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