Diante dos recentes acontecimentos na UNCISAL, como a denúncia do caso de assédio escolar, um caso de homofobia e outro de machismo, fica nítida a necessidade do DCE lançar uma campanha a fim de denunciar as práticas, exigir apuração transparente dos fatos pelas instâncias administrativas, e trabalhar pela construção do verdadeiro significado da palavra Universidade.







Nota de lançamento da campanha
Priscila Calheiros e Mayara Honorato, da Equipe de Combate às Opressões do DCE


        O Diretório Central dos Estudantes da UNCISAL, o DCE, vem denunciar práticas de bullying e assédio escolar que acontecem todos os dias nas universidades do país; e, sobretudo, diante dos últimos acontecimentos, podemos afirmar com certeza que na nossa universidade não é diferente.

     Seja dentro da sala de aula ou nos corredores, a opressão se revela ora de forma amena, ora de forma intensa como um caso de homofobia onde meninos falaram em estupro corretivo a lésbicas como uma alternativa para a cura à sua orientação sexual, ou piadas machistas contadas em alto e bom som, como se fossem palavras agradáveis de serem ouvidas ou meras “brincadeiras” inocentes.

      É do conhecimento de todos que, recentemente, uma aluna divulgou um caso de assédio escolar do qual declara ser vítima para toda a comunidade acadêmica. Sabe-se que praticas de assédio por professores não é novidade. Condutas como: assumir critérios mais rigorosos para correção de provas; intimidar aluno, criticar desempenho em avaliações identificando o aluno; ameaçá-lo de reprovação, abuso de poder, ignorar o estudante entre outras são exemplos claros de assédio. 

        Além desse fato que está sendo apurado pela comissão e envolvendo processos administrativos e civis, outro caso, dessa vez de homofobia, expressou-se. Nele um estudante de Radiologia refere ter sido oprimido por sua orientação sexual, que foi utilizada para rebaixar sua condição intelectual e sua conduta frente à turma, algo absurdo e relativamente frequente. Ainda, um caso de machismo bárbaro tem circulado nos corredores. Nele uma estudante teve fotos de conteúdo íntimo publicadas para toda a comunidade acadêmica. Algo extremamente bizarro, e que infelizmente, é reproduzido e se torna motivo de piadas, fortalecendo ainda mais o opressor. 



           O DCE vem por meio desta nota declarar oficialmente que rejeita toda e qualquer prática opressora e cruel, seja de professor ou funcionário para com o alunado ou mesmo entre os próprio alunos e que o Diretório Central está do lado do estudante, denunciando e orientando os discentes sobre a quem recorrer nesses casos. O próprio DCE, o disque denuncia do estudante, a coordenação do curso poderão ajudá-los em situações como essas. Desde já, pedimos que os casos que envolvem necessariamente a UNCISAL devem ser relatados e entregues à PROEST com suas devidas cópias para o DCE. Além disso, todos devem procurar as medidas civis cabíveis para que o ato não passe impune. Auxiliaremos no que for necessário.


     Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação uma universidade é uma “instituição pluridisciplinar de formação dos quadros de profissionais de nível superior, de pesquisa, de extensão e de domínio e cultivo do saber humano”.  Devem “estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade”. Como anda o balanço da relação de reciprocidade que se tem com a comunidade? Que tipo de indivíduo a nossa universidade formará se não nos posicionarmos contra o assédio escolar e contra essas práticas opressoras dentro da instituição ensino? Reafirmamos que o Diretório Central dos Estudantes é contra essas práticas, posiciona-se em prol das numerosas vítimas e ainda, com essa campanha, temos o objetivo de revelar tudo o que vem acontecendo todos os anos na universidade e como nós tomaremos iniciativa para nos reeducar.

Contra toda e qualquer forma de opressão!
Abaixo os casos de Assédio Escolar!
Abaixo o machismo cotidiano!
Pela aprovação do PLC 122!

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