Quem utiliza o serviço público de saúde no dia-a-dia percebe o estado caótico que se encontra os principais hospitais de referência do estado. As unidades da UNCISAL (HDT, Santa Mônica e Portugal Ramalho) e o HGE se mantêm com ínfimos recursos o que resulta na falta de materiais e medicamentos, além de pacientes que ficam jogados nos corredores frente à superlotação. Os próprios servidores da saúde, além de arcarem com um ambiente de trabalho completamente hostil, possuem muitas vezes um vínculo empregatício precário (a chamada “Quarteirização”), e mesmo os concursados (que são cada vez menos) estão submetidos a salários desproporcionais com a realidade, além de faltar um plano de cargos, carreiras e salário justo.

     Frente a todo este pandemônio a resposta que é preciso dar é única: a luta. É preciso lutar organizadamente contra todo este descaso. Esta é a resposta que hoje os técnico-administrativos da UNCISAL adotam, e que justifica neste dia 09 o recente indicativo de greve.

QUEM SÃO OS CULPADOS?

       Antes de tudo, precisamos entender que a greve é a arma final que os trabalhadores têm para serem ouvidos pelos patrões. De várias formas já se tentou estabelecer negociações que nunca foram atendidas – há anos a pauta do PCCS tem se colocado para o diálogo, bem como da do Concurso Público para o governo Téo Vilela (PSDB). A reitoria da UNCISAL sempre tem apontado às saídas “apropriadas” (de conciliação) – as quais nunca resolveram os reais problemas e sempre amenizaram. De forma similar fez o SINSUNCISAL, que ao sempre entender a melhor saída através da mesa com o governo, nunca conseguiu solucionar os problemas reais da categoria.

      Porque as negociações do sindicato e da reitoria nunca avançaram? Simples: o governo do PSDB nunca esteve preocupado com a Saúde Pública de Alagoas. Para o senhor Téo Vilela, é muito mais importante gastar dinheiro com o caviar dos buffets e diminuir impostos para os usineiros do que fazer concurso público para a saúde ou dar o plano de cargos e carreiras que os técnicos necessitam.  E para isso ele tem uma “arma” ao seu favor: a lei de responsabilidade fiscal. Argumenta Téo que a lei não permite que o orçamento de Alagoas favoreçam os trabalhadores (sejam eles de todas as áreas), mas o fato é que nunca se prioriza o trabalhador e o descaso só cresce.

        E em relação aos recursos repassados aos hospitais? Eles não vêm do SUS? Não é repasse da União? Sim, é. É aí que entra o outro culpado. Não é apenas em Alagoas que vive um caos – aqui é um reflexo de todo o Brasil. O governo do PT repassa menos de 4% de todas as riquezas produzidas no país para a saúde pública. O resultado é que sentimos na pele tudo pelo qual estamos lutando agora.

O APOIO DOS ESTUDANTES DA UNCISAL É CRUCIAL

       Nós precisamos nos incorporar a esta luta porque ela também é nossa. Nós sentimos na pele que não somente a saúde, mas a educação pede socorro. A UNCISAL de conjunto está sucateada e temos grandes problemas com nossos campos de prática, com a assistência estudantil, com o quadro de professores insuficientes o que clama um concurso público. É preciso lembrar agora das lutas de junho, onde nós fomos às ruas exigir mudanças profundas e radicais nos serviços públicos. É preciso lembrar agora da greve que nós fizemos ano passado com os professores por melhorias na UNCISAL (a qual tivemos frutos).

                O DCE UNCISAL, junto com a ANEL e a CSP Conlutas entendemos a necessidade da unidade entre técnicos, estudantes e também docentes nessa batalha. E, dessa forma, nos incorporamos a esta luta e fazemos um chamado aos estudantes e entidades estudantis.

POR UMA UNCISAL DE QUALIDADE, CONCURSO PÚBLICO JÁ!
PELO NOSSO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO!
PELA UNIDADE ENTRE ESTUDANTES E SERVIDORES!

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