O DCE UNCISAL faz um chamado a todos os estudantes, professores e servidores da UNCISAL e aos maceioenses, para se somarem a mobilização contra o aumento das passagens em nossa cidade que ocorrerá na próxima segunda-feira às 16h na praça centenário. É um absurdo se pensar em um aumento, e, de fato, já é um absurdo o valor que estamos pagando.

A mobilização é a solução


A luz do que vem acontecendo no mundo como a juventude no norte da África, na Europa e principalmente agora na Turquia os jovens e trabalhadores começam mais uma vez a se mobilizar em nosso país e agora por um tema muito importante que é o transporte urbano. Mais um ano se passa e os empresários começam a pressionar a prefeitura por um aumento das tarifas de transporte. Quem sofre com isso somos nós os quais dependem do transporte público, porém, muitas vezes ficamos inertes, aguardando uma resposta jurídica. Desta vez o Brasil inteiro finalmente parece acordar – a população nas capitais do país tem ido às ruas em uso do direito da liberdade de expressão para se manifestar contra os abusos. Em Porto Alegre, uma imensa mobilização conseguiu barrar o aumento das tarifas e nas principais capitais do país, São Paulo e Rio de Janeiro, a juventude protagoniza um imenso e radical protesto em torno da questão, exigindo o próprio Passe Livre, reunindo em torno de dez/doze mil pessoas em cada uma delas.

Em Maceió não foi diferente. O primeiro protesto que realizamos contou com cerca de 500 estudantes e trabalhadores, mobilizados para barrar as tarifas e avançar na concepção de um projeto alternativo de Transporte Público, que realmente atenda as necessidades da população e seja de qualidade. Iniciamos a questionar o modelo que há muito vem sendo imposto e provamos, nas ruas do Centro da cidade que unidos somos mais fortes e o amanhã será maior.

O DCE lamenta, entretanto, a truculência com a qual os governos reprimem os movimentos sociais através da Polícia Militar. Fala-se em democracia, mas quando a população vai às ruas, o que claramente vemos é uma retaliação. Vimos isso nas mobilizações de São Paulo e Rio de Janeiro muito claramente. Nós tanto repudiamos que fazemos coro à vaia que Dilma recebeu durante a abertura da Copa das Federações. Nós queremos Transporte de qualidade e mais que isso, como Educação e Saúde, coisa que o governo do PT não tem feito.

Transporte é um direito essencial

Quem depende do transporte público? Nós estudantes e trabalhadores, que precisamos nos locomover para ir a nossa escola/universidade ou local de trabalho. A maior parte de nós, em Alagoas, sobrevive com um salário mínimo por mês para habitação, alimentação, educação, lazer e transporte. O salário mínimo brasileiro corresponde a R$ 678,00. Atualmente, a passagem em Maceió consome aproximadamente 20% de um salário mensal, e com o aumento para R$ 2,85 passará a ser 25% (R$ 170,00 mensais). Se o salário já é insuficiente para as necessidades básicas, nós ainda vamos ter que dispor ¼ disso para se locomover ao trabalho?

Sem dúvidas que o transporte deve ser garantido pelo Estado como uma necessidade básica. Precisamos dele para trabalhar e para as nossas atividades diárias como um todo. O que ocorre é a privatização desse setor, ou seja, deixar que as empresas privadas cuidem desse campo. Nosso dinheiro público municipal é despejado para que as empresas continuem a fazer o transporte urbano, garantindo acordos para que as tarifas não subam enquanto os impostos arrecadados são minimizados. O fato é que, como eles têm esse setor em mãos (pois sempre seremos clientes fieis) e o objetivo das mesmas é lucrar, mesmo para além da realidade inflacionária, os preços aumentam absurdamente com o passar dos anos, sem justificativa plausível, ou a clássica “garantir o transporte é muito caro e a nossa empresa tem tido mais gastos que pode suportar”. Além disso, nós sabemos claramente que esses ajustem são em decorrência do financiamento das candidaturas que não estão ao nosso serviço. Cabe a nós afirmarmos nos processos de mobilização que os usuários não irão tolerar esse tipo de barganha, que queremos nosso direito garantido.

Nenhuma confiança em Rui Palmeira – Pelo Passe Livre Já

A mídia tem divulgado que o prefeito Rui Palmeira fez um acordo para congelar o aumento até dia primeiro de Julho, e que se posiciona contrário ao aumento. Na verdade, o que eles querem é calar a nossa manifestação, querem que a população se acalme para evitar as tensões e depois dar o golpe do baú. Rui Palmeira representa aqueles que financiaram sua campanha de eleição – Os Usineiros. Seu governo é muito similar ao de Teo Vilela que claramente faz cortes com os gastos públicos no estado e fez promessas infindáveis com o funcionalismo público que nunca foram cumpridas, bem como a população. Enquanto essas negociações imundas serão feitas por debaixo dos panos, nós maceioenses não podemos ficar calados. É preciso, inclusive, antecipar-se a esse aumento e garantir o processo de mobilização permanente. Não podemos permitir mais um golpe que corresponderá a 25% de um salário mínimo. O Transporte Público, como já citado, deve ser um direito.

Nós estudantes somos, em maioria, filhos dos trabalhadores e trabalhadoras que recebem um mínimo para as riquezas que produzem não podemos tolerar tanta exploração! Nós que muitas vezes dependemos, para estudar, de uma fatia do salário dos familiares, conhecendo a situação real destes ou que trabalhamos para poder comprar livros, tirar xérox, pagar o aluguel de uma casa próxima a universidade (por morarmos no interior), entre outros, não podemos contribuir para o lucro dessas empresas. Nós precisamos que esse direito essencial seja garantido pelo Município e que a SMTT controle novamente o transporte público, bem como crie mais linhas ferroviárias como a do aeroporto-centro para podermos nos locomover.

#REVOLTADOBUSÃO





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